Especialista Apresenta Desafios e Oportunidades de Inovação no Combate à Dengue, Zika e Chicungunya

Infecções virais que têm como vetor um artrópode. Assim começou a palestra de Carlos Kiffer, professor adjunto da área disciplina de infectologia da Escola Paulista de Medicina – Unifesp e CEO da GC2.

“Infecções virais que têm como vetor um artrópode.”
Assim começou a palestra de Carlos Kiffer, professor adjunto da disciplina de infectologia da Escola Paulista de Medicina – Unifesp e CEO da GC2, empresa paulista especializada no desenvolvimento de pesquisas pré-clínicas e clínicas junto à área industrial farmacêutica.
Esta apresentação, cujo título é “Arboviroses: Dengue. Chicungunya e Zika” foi realizada durante a reunião de 28 de março último, no Clube de Novos Negócios da Indústria Farmacêutica.
Em sua apresentação, Carlos Kiffer demonstrou os vários ciclos de transmissão de doenças que envolvem artrópodes, focando suas explicações nas mais próximas à nossa realidade atual.
Tanto Dengue como Zika e Chicungunya têm quadros sintomáticos similares, razão pela qual a diferenciação entre elas é de grande importância, não apenas para a orientação do tratamento, mas também para melhor entendimento do mecanismo das doenças e medidas profiláticas.
Segundo Kiffer, a grande proliferação do Aedes aegypti aliada a alterações climáticas e ecológicas parecem ter grande importância na disseminação destas patologias, porém, ainda falta um melhor entendimento de seus mecanismos de controle, o que sinaliza estas arboviroses como uma emergência sanitária global, pois, coloca em risco todas as áreas tropicais e subtropicais do planeta.
Deste modo, autoridades de saúde ligadas à Comissão Europeia e brasileiras lançaram recentemente editais de apoio ao conhecimento científico aplicado ao controle destas doenças, focando principalmente o desenvolvimento de pesquisas para o combate ao vírus Zika e ao A. aegypti.
Ainda, segundo o palestrante, medidas profiláticas como o desenvolvimento de vacinas e tratamentos específicos para estas viroses, são um campo extremamente promissor para os pesquisadores acadêmicos e empresas farmacêuticas. Juntamente com estas iniciativas, o desenvolvimento de testes de detecção rápida dos vírus envolvidos, determinação de biomarcadores que possam auxiliar no entendimento do prognóstico dos doentes e medidas de controle da infestação de mosquitos são outros pontos de interesse que certamente devem ter grande potencial para a pesquisa de alternativas inovadoras.

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